31/05/07

"por entre as palavras"

o gosto por as palavras ditas em liberdade, lançadas ao vento, proclamadas por a própria Natureza, palavras vivas que flutuam e que se consolidam transformadas na voz sólida e consciente de uma alma comum. por entre as palavras converte-se em território reflexivo do colectivo de artistas plásticos, os portugueses marisa alves e joaquim pombal e o catalão marc brocal, que toma corpo dentro do projecto floresta de fang. Isto quer dizer, a gestação dum bosque de troncos sapientes edificados lentamente ao largo dos séculos em acumulação de anéis, neste caso em sobreposição, como símbolo de crescimento e evolução. a seiva deste conhecimento cristaliza e se reproduz na diversidade de pensamento como se fosse uma só voz atemporal. uma floresta ideal, abrangente, sem fronteiras nem limites, sempre disponível e acolhedora. por entre as palavras é um recanto deste bosque, uma paragem onde se respira o aroma das sempre frescas folhas de erva. um terreno fértil onde ler por entre as palavras do canto de mim mesmo de Walt Whitman e através delas antever o que permanece de nós mesmos.











30/05/07

execução da "floresta de fang"


(floresta de fang - por entre as palavras)





"por entre as palavras"






"metamorphoseon"





"alma nua"





"voz da alma"


não apresentamos fotos das peças concluídas por estas estarem a concurso em diversas bienais até ao final deste ano.

05/05/07

exposição "metemorphösis"

no inicio de 2007 joaquim pombal e marisa alves reunem-se na catalunha com marc brocal (barcelona), felissa rosado (madrid) e elisa fortuny (barcelona). este grupo de "ceramistas sem fronteiras" vai realizar uma exposição em ávila no corrente ano sobe o tema "metamorphösis". durante o mês de janeiro trabalharam numa peça conjunta que será uma instalação do grupo e a qual dá o nome à exposição. este conjunto de peças vão ser finalizadas e cozidas a lenha num grande forno construído ao ar livre durante o ano de 2007, tambem na catalunha.


recolha de matéria prima para as pastas da instalação conjunta

"ceramistas s/ fronteiras" em barcelona








trabalhando no atelier de elisa fortuny na preparação
da instalação colectiva para a exposição "metamorphösis".

04/05/07



feitura da pasta para a instalação "metamorphösis"

26/04/07

III encontro intercultural de cerâmica 2007 do centoecatorze


este ano o encontro foi num parque público, parque da lavandeira inserido nos parques urbanos de gaia (cidade em frente ao porto, do outro lado do rio douro).

na Lavandeira decorre uma iniciativa de land art na qual nós, marisa alves e joaquim pombal, fomos convidados a participar, e ai construimos uma escultura cerâmica, conjuntamente com os ceramistas carlets e josep matés. Como coincidiu com a semana que tem sido normal realizar o encontro de cerâmica, a direcção do parque e a organização do evento de land art, resolveu apoiar a nossa iniciativa.

nos os ateliers abertos ao público em geral ,cada participante previamente inscrito, decorou um anel/cilindro cerâmico, já biscoitado, com técnicas de decoração a fumo ao mesmo tempo que ceramistas convidados davam largas á criatividade com a mesma técnica.

a coordenação dos ateliers foi de marc brocal(cataluha) e o grupo de artes Dez+ divulgando assim a cerâmica junto da comunidade.

Com o conjunto das peças decoradas vai ser realizada uma instalação de sobreposição de cilindros com uma altura máxima de 2,20m.

a obra colectiva ficará no parque da lavandeira inserida na iniciativa de land art.

+ FOTOS:
http://picasaweb.google.com/centoecatorze/IIIEncontroInterculturalDeCerMicaDoEspaOCentoecatorze2007


instalação dos aneis decorados pelos ceramistas convidados e pelo publico inscrito,durante o III encontro de cerâmica 2007 organizado pelo centoecatorze, este ano realizado no parque da lavandeira em gaia
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prefurar o terreno para receber a instalação

escultura cerâmica no parque público da lavandeira - gaia

Nidificando no Farol


Marisa Alves I Carlets I Josep Matés I Joaquim Pombal

Cerâmica e cimento refractários. Cozida a lenha.

(90X 90X 400) cm

Nidificando no Farol, é o resultado da interacção e parceria entre os ceramistas portugueses, Joaquim Pombal e Marisa Alves e os ceramistas catalães, Carlets e Josep Matés, ao longo dos últimos anos. Tendo a cerâmica contemporânea como elemento catalisador, este grupo abraça o desafio Land Art – Lavandeira 2007, com o seu mais recente projecto, adaptando-o ao conceito de land art e especialmente à localização e integração no Parque da Lavandeira - Gaia.

O referido projecto – "Un pont de mar" – integra uma exposição itinerante com início em Portugal, e que se irá dirigir à Catalunha, e do mesmo resultam instalações poéticas e actuais, sendo esta escultura na Lavandeira uma experiência emblemática do grupo. Ao realizar um "farol", os autores querem, pelo seu simbolismo, significar a perfeita aproximação, interacção, conhecimento, geminação e complementaridade das suas culturas.

Durante o processo criativo foi tido em conta o conceito de integração na paisagem sob o ponto de vista humano, assim como a eventual interactividade contínua de fauna e flora. Por estes motivos foi escolhido um local do Parque reservado e com mais vegetação espontânea. Aproveitando também as aberturas iniciais feitas por necessidades técnicas da sua cozedura, foram criadas plataformas no interior da escultura e colocadas pequenas formas orgânicas em barro para facilitar o acesso das aves, tentando assim criar condições para que as cavernículas aí possam nidificar.

"Nidificando no Farol" , construída com a própria "gaia"(do grego – terra), simultaneamente foi performance efémera de fogo, durante a sua cozedura feita com lenha, e é elemento escultórico, que estará tanto mais integrado quanto mais for absorvido pela vegetação envolvente.




+ FOTOS
http://lavandeira-2007.blogspot.com/2007/04/joaquim-pombal-marisa-alves-carlets.html


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25/04/07

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últimos retoques na peça depois de cozida.

21/04/07





final da cozedura da escultura


vegetação espontânea absorve escultura tal como os autores desejavam

02/04/07

espaço exterior do centoecatorze











o centoecatorze engloba uma área verde com um lago(piscina biológica), uma horta biológica e uma estação de tratamento através de plantas. para alem da galeria o espaço exterior está vocacionado a receber instalações, performances, concertos ou outras formas de expressão artística.

a necessidade de reciclar as águas do atelier e não poluir os solos, assim como ter um espaço de lazer onde a água isenta de químicos é condição primordial, levou ao contacto com Claudia Schwarzer, arquitecta paisagista e Udo Schwarzer, biólogo(pioneiros em portugal neste tipo de projectos) http://www.biopiscinas.pt

a tecnologia da ETEP faz uma verdadeira reciclagem de todas as águas usadas no atelier e residências ligadas a este espaço. Assim aproveita-se os efluentes da estação com plantas para fins de rega. Quando a água volta ao meio natural não compromete as utilizações ulteriores.